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Arauco adota controle biológico de pragas de eucalipto.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 04/08/2026
Por: Assessoria
Comprometida
com processos produtivos sustentáveis e com os menores impactos ambientais de
suas atividades, a Arauco iniciou a produção própria de biocontroladores e a
liberação em campo de microvespas parasitoides para o manejo de pragas do
eucalipto. Bastante difundida no setor florestal e também na agricultura, a
técnica, conhecida por controle biológico, “diminui o uso de químicos no manejo
florestal e é altamente eficaz e sustentável para conter a presença de lagartas
desfolhadoras do eucalipto”, destaca a doutora Mariane Aparecida Nickele,
pesquisadora e coordenadora de Fitossanidade da Arauco.
Segundo
ela, estão sendo liberadas duas espécies de microvespas nos plantios, Tricholpilus
diatraeae e Tetrastichus howardi, que começaram a ser
produzidas pela Arauco a partir de fevereiro deste ano nas instalações do
Instituto Senai de Inovação em Biomassa, em Três Lagoas (MS), parceiro da
Companhia nas pesquisas. “O ciclo de desenvolvimento dos parasitoides no
laboratório dura de 16 a 20 dias e os adultos liberados em campo vivem em
torno de 8 dias”, explica a coordenadora.
“As
lagartas desfolhadoras compreendem várias espécies da ordem Lepidoptera que,
na fase larval, se alimentam de folhas, e na fase adulta são mariposas. As
lagartas desfolhadoras são consideradas pragas de grande risco em plantios de
eucalipto porque podem causar perdas de até 30% de produtividade, se não forem
manejadas”, ressalta Mariane. As espécies mais frequentes na região são a Thyrinteina
arnobia, popularmente conhecida como lagarta-parda-do-eucalipto, e
a Iridopsis planopla, ou lagarta-medideira.
De acordo
com a coordenadora, o que as microvespas fazem é “depositar os seus ovos no
interior das pupas (fase de casulo no ciclo de vida das lagartas), impedindo o
desenvolvimento da praga. Das pupas parasitadas irão emergir novas microvespas,
em vez de mariposas, interrompendo a proliferação destas pragas”, explica a
pesquisadora. “De uma única pupa hospedeira pode emergir, em média, 250
vespinhas parasitoides que, por sua vez, irão parasitar novas pupas da praga”,
complementa.
Estratégia
sustentável
Mariane
ressalta que a meta da Arauco é reduzir ao mínimo o uso de defensivos químicos
no combate de pragas do eucalipto. “No manejo de lagartas desfolhadoras, o
controle químico é pontual, sendo realizado nas situações em que há
sobreposição de gerações da praga. A maioria das aplicações em campo já se
utiliza do controle biológico através de pulverizações de inseticidas
biológicos à base da bactéria Bacillus thuringiensis. A liberação
de parasitoides nos plantios, vem para contribuir com o manejo integrado de
pragas, evitando que a população de lagartas alcance o nível de controle,
reduzindo assim as pulverizações em campo”, afirma.
O
primeiro passo foi dado com a primeira liberação de parasitoides produzidos
pela própria Arauco, na Fazenda Garça Real, em Inocência (MS), em março. “Sinto
muito orgulho desse projeto ter se tornado realidade, pois é uma estratégia
econômica e sustentável que traz impactos positivos ao setor florestal, à
sociedade e ao meio ambiente. Desde então, já foram liberados mais de 6 milhões
de parasitoides em campo”, diz Mariane. “Isso só foi possível graças à parceria
da Arauco com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa e ao intenso trabalho
da nossa equipe de P&D em Fitossanidade, além da interação com instituições
de pesquisa, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade
Federal da Grande Dourados (UFGD)”, acrescenta.
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