Últimas notícias:
Sindicato Rural de Paranaíba oferece curso gratuito sobre saúde e qualidade de vida da pessoa idosa.
Mudanças climáticas: MS lança ação integrada e fortalece municípios para enfrentar eventos extremos.
Banda Raimundos, que abriu shows do Guns N’ Roses no Brasil, será atração da Costelada em Paranaíba.
Detran-MS abre inscrições para curso presencial de reciclagem de condutor infratores em Três Lagoas.
Paulo Corrêa participa de convênio que prevê redução de até 20% no consumo de energia de servidores.
Arauco investe em transporte escolar e habitação para garantir crescimento sustentável de Inocência.
Polícia Militar recupera produtos furtados e prende autor durante Operação Força Total em Paranaíba.
Câmara de Paranaíba aprova projetos e indicações em prol da comunidade durante 39ª Sessão Ordinária.
Reestruturação garante retomada do MS Saúde e fortalecimento da rede de atendimentos especializados.
Presidente da Câmara busca liberação de verba para conclusão da Escola José Garcia Leal em Brasília.
Em Paranaíba, Paulo Corrêa destaca que MS é potência em energia limpa e desenvolvimento sustentável.
Consulta pública da Iagro propõe medidas para garantir sanidade avícola durante exposições e feiras.
Nova lei aumenta pena para abandono e maus-tratos contra idosos, crianças e pessoas com deficiência.
Um foragido preso pela Polícia Civil em Paranaíba marcou o desfecho de uma busca que durava 14 anos.
Consultor prevê cautela no curto prazo e recuperação do mercado do boi gordo no fim de 2026.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 01/07/2026
Por: Assessoria
O médico-veterinário Hyberville Neto, consultor da
HN Agro, apresentou uma análise do mercado da pecuária de corte durante
palestra promovida pela Associação Marias do Agro, em parceria com a Associação
Novilho Precoce de Mato Grosso do Sul. O evento reuniu produtores rurais
interessados nas perspectivas para o setor ao longo de 2026.
Segundo o especialista, o mercado vive um momento
que exige cautela, principalmente neste meio de ano, em razão das incertezas
relacionadas às cotas de exportação de carne bovina para a China.
“Nossa expectativa para este período é de um
cenário mais complexo, com uma pressão de baixa um pouco mais intensa sobre a
arroba. No entanto, não enxergamos espaço para um derretimento dos preços”,
afirmou.
Hyberville explicou que a renovação das cotas
chinesas será determinante para o comportamento do mercado nos próximos meses.
“Essa questão das cotas da China precisa ser
acompanhada de perto. Ela é um dos principais fatores que influenciam o mercado
neste momento.”
Apesar das incertezas de curto prazo, o consultor
acredita em uma recuperação no último trimestre de 2026.
“Nossa visão para o fim do ano é bem mais positiva.
Teremos a renovação das cotas da China para os embarques de 2027, a demanda
tradicional de final de ano e ainda um ambiente de eleições, que normalmente
faz circular mais dinheiro na economia.”
Menor oferta de carne
Outro fator destacado por Hyberville Neto é o
início da retenção de matrizes, movimento que tende a reduzir a oferta de carne
bovina.
Segundo ele, o aumento no preço do bezerro,
observado desde 2024, já começa a refletir na diminuição do abate de fêmeas sob
inspeção federal.
“A tendência é de uma oferta menor de carne. Com
menos animais disponíveis e exportações mantendo um bom ritmo, sobra menos
carne para o mercado interno, o que ajuda na sustentação dos preços da arroba.”
Ele observa, entretanto, que esse cenário ainda
convive com um ambiente econômico nacional que inspira cautela.
Evolução dos preços
Ao fazer uma retrospectiva recente, Hyberville
lembrou que o mercado mudou de patamar no segundo semestre de 2024, quando
ocorreu uma forte valorização da arroba.
Em 2025, os preços permaneceram relativamente
estáveis, sustentando boa parte da alta registrada no ano anterior.
“Talvez tenha frustrado quem esperava novas altas,
mas não podemos dizer que foi um ano ruim. O mercado trabalhou com oscilações
relativamente contidas e manteve um bom nível de preços.”
Já em 2026, segundo ele, os primeiros meses
apresentaram um dos melhores desempenhos da última década.
“Tivemos uma curva de preços entre janeiro e abril
entre as melhores dos últimos dez anos. Agora entramos nesse período de atenção
por causa das cotas da China, mas, na comparação anual, os preços continuam
superiores aos do início do ano passado.”
Recomendações aos produtores
Durante a palestra, o consultor orientou os
pecuaristas a aproveitarem as oportunidades de comercialização sempre
considerando as expectativas futuras do mercado.
“O mercado do boi gordo oferece oportunidades que
precisam ser aproveitadas. Lucro menor não quebra ninguém, mas perder uma
valorização importante reduz o poder de compra na reposição do rebanho.”
Para os produtores que trabalham com confinamento,
Hyberville recomenda utilizar ferramentas de proteção de preços.
“Nossa sugestão é que, sempre que possível, o
produtor garanta pelo menos um preço mínimo para sua produção. Os preços
futuros para o fim do ano ainda não nos parecem atrativos, porque acreditamos
que o mercado poderá trabalhar acima desses níveis. Mesmo assim, quem já tem
data para vender deve assegurar um piso para reduzir riscos.”
Deixe uma resposta
Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.





