Últimas notícias:
Sindicato Rural de Paranaíba oferece curso gratuito sobre saúde e qualidade de vida da pessoa idosa.
Mudanças climáticas: MS lança ação integrada e fortalece municípios para enfrentar eventos extremos.
Banda Raimundos, que abriu shows do Guns N’ Roses no Brasil, será atração da Costelada em Paranaíba.
Detran-MS abre inscrições para curso presencial de reciclagem de condutor infratores em Três Lagoas.
Paulo Corrêa participa de convênio que prevê redução de até 20% no consumo de energia de servidores.
Arauco investe em transporte escolar e habitação para garantir crescimento sustentável de Inocência.
Polícia Militar recupera produtos furtados e prende autor durante Operação Força Total em Paranaíba.
Câmara de Paranaíba aprova projetos e indicações em prol da comunidade durante 39ª Sessão Ordinária.
Reestruturação garante retomada do MS Saúde e fortalecimento da rede de atendimentos especializados.
Presidente da Câmara busca liberação de verba para conclusão da Escola José Garcia Leal em Brasília.
Em Paranaíba, Paulo Corrêa destaca que MS é potência em energia limpa e desenvolvimento sustentável.
Consulta pública da Iagro propõe medidas para garantir sanidade avícola durante exposições e feiras.
Nova lei aumenta pena para abandono e maus-tratos contra idosos, crianças e pessoas com deficiência.
Um foragido preso pela Polícia Civil em Paranaíba marcou o desfecho de uma busca que durava 14 anos.
Arauco usa drones para instalar cabos de alta tensão e reduzir impacto ambiental em MS.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 23/07/2026
Por: Assessoria
Fotos
Um dos desafios da implantação da linha de
transmissão que vai conectar o Projeto Sucuriú, em Inocência (MS), ao Sistema
Interligado Nacional (SIN), em Selvíria (MS), foi atravessar áreas com o menor
impacto possível sobre a vegetação nativa. Para isso, a Arauco adotou o uso de
drones no lançamento dos cabos de alta tensão, substituindo, em trechos
específicos, o método convencional que exigiria abertura de faixa e entrada
direta de equipes em áreas de vegetação.
Na prática, os drones foram utilizados para levar,
pelo ar, as primeiras cordas que servem de guia para a instalação dos cabos da
linha de transmissão. A medida preservou 33,29 hectares de vegetação nativa e manteve,
aproximadamente, 4.566 toneladas de CO₂ equivalente estocadas, que, de
forma prática significa que as áreas preservadas continuam “guardando” os gases
causadores do aquecimento global.
“Esse projeto nasceu de uma decisão técnica e
ambiental muito clara: mesmo havendo autorização para a supressão vegetal ao
longo do traçado, buscamos uma alternativa que reduzisse ao máximo a
necessidade de intervenção em áreas de vegetação nativa. É uma solução que
mostra como a inovação pode ser aplicada de forma prática para reduzir impactos
e aprimorar a implantação de grandes projetos de infraestrutura”, afirma Camila
Paschoal, gerente de Meio Ambiente da Arauco Celulose.
A linha de transmissão tem 91 quilômetros de
extensão e conta com 1.045 quilômetros de cabos de alta tensão. A estrutura é
essencial para conectar a futura fábrica de celulose ao sistema elétrico. Após
o início da operação, a unidade terá capacidade para gerar 400 megawatts (MW)
de energia, sendo 200 MW destinados ao consumo interno e outros 200 MW
disponibilizados ao Sistema Interligado Nacional. Esse excedente é suficiente
para abastecer uma cidade do porte de Campo Grande.
Além do uso de drones, o projeto também adotou
soluções de engenharia para reduzir interferências nas áreas. A altura das torres
varia de 13,5 a 54 metros, enquanto a distância dos cabos em relação ao solo
fica entre 13 e 50 metros, conforme as características do terreno e os
requisitos de segurança elétrica. Em alguns pontos, torres foram alteadas para
evitar interferências em Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Inovação aplicada à conservação
A decisão de utilizar drones também trouxe ganhos
para a execução da obra. Ao reduzir a necessidade de acesso físico a áreas de
difícil alcance, a tecnologia diminuiu a exposição das equipes em campo,
ampliou o controle da operação e contribuiu para uma implantação com menor
impacto sobre o solo, a fauna e a conectividade ecológica.
Além de evitar a supressão vegetal, a iniciativa
contribui para a preservação de serviços ecossistêmicos importantes, como
armazenamento de carbono, manutenção de habitats, regulação hídrica e proteção
de áreas associadas aos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
“Essa solução reflete a forma como a Arauco conduz
o Projeto Sucuriú, equilibrando a dimensão do empreendimento com o cuidado em
cada etapa da implantação. O uso de drones mostra que grandes projetos também
se constroem a partir de decisões técnicas precisas, capazes de reduzir
impactos, preservar áreas sensíveis e inspirar caminhos mais seguros e responsáveis
para outras obras de infraestrutura”, destaca Leonardo Crociati, gerente
executivo de Projeto e Implantação do Projeto Sucuriú.
O cuidado com a biodiversidade também inclui
medidas para reduzir o risco de colisão de aves com os cabos de alta tensão.
Para isso, a Arauco está instalando sinalizadores anticolisão em trechos
próximos a fragmentos de vegetação nativa e áreas úmidas ao longo da linha,
locais com maior probabilidade de presença da avifauna migratória. Ao todo,
foram adquiridos 1.515 dispositivos, que estão em fase de instalação.
O uso de drones no cabeamento da linha de
transmissão integrou o projeto “Uso de drones no cabeamento da Linha de
Transmissão: engenharia de precisão para reduzir a supressão vegetal em áreas
de vegetação nativa”, finalista do IV Prêmio Ipê Amarelo de Meio Ambiente,
promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do
Sul (Crea-MS), por meio da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Deixe uma resposta
Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.





