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Em segunda chamada, mulher diz ter sido arrastada após negar agressões e afirmar ter dado tapa no rosto de companheiro.

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  • Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
  • 14/09/2026

Por: Assessoria

Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar por duas vezes na noite de sexta-feira (11), em Paranaíba. O caso começou após uma denúncia de que uma mulher estaria sendo arrastada por um homem nas proximidades de uma praça, no bairro Construluz, e terminou com o registro de uma ocorrência após ela relatar ter sido agredida pelo companheiro.

Segundo o boletim policial, a primeira solicitação foi recebida por volta das 22h56, quando populares informaram que teriam visto uma mulher sendo arrastada por um homem. Conforme a denúncia, os dois teriam entrado posteriormente em uma residência.

A equipe foi até o imóvel e encontrou o casal. Os dois foram ouvidos separadamente. Naquele momento, a mulher afirmou que havia discutido com o homem e relatou que ambos tinham ingerido bebida alcoólica. Ela negou ter sofrido agressão física, psicológica ou de qualquer outra natureza.

Ainda de acordo com o registro, a mulher declarou que havia dado um tapa no homem durante a discussão e que ele não teria revidado. Ela recusou ser encaminhada para a casa de familiares e afirmou não ter interesse em registrar a ocorrência ou receber auxílio policial.

O casal foi orientado pela equipe sobre situações envolvendo violência doméstica e as providências disponíveis. Após o atendimento, os policiais deixaram o endereço.

Segundo atendimento

Pouco depois, a Central de Atendimento recebeu uma nova solicitação informando que teria ocorrido uma agressão física envolvendo o casal. A Polícia Militar retornou imediatamente à residência.

Desta vez, a mulher relatou que, após a saída da equipe, teria sido agredida fisicamente pelo homem e arrastada pelas pernas pela via pública. Segundo o relato, a ação teria provocado arranhões e lesões aparentes na perna esquerda.

O homem teria deixado o local em um veículo e seguido para destino não informado.

Durante o segundo atendimento, a mulher apresentou informações diferentes das fornecidas inicialmente sobre o relacionamento e sobre quem ocupava o imóvel. Um vizinho também relatou aos policiais ter presenciado o casal se agredindo mutuamente, mas informou que não tinha interesse em prestar declaração formal como testemunha.

A mulher foi convidada a acompanhar a equipe até a Delegacia de Polícia Civil para formalizar o registro, mas recusou. Ela também declarou que pretendia permanecer na residência.

Mesmo sem a apresentação da mulher e do possível autor na delegacia, a Polícia Militar registrou a ocorrência para documentação dos fatos e adoção das providências cabíveis. Equipes realizaram buscas em endereços indicados, mas o homem não foi localizado até o encerramento do boletim.

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