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Falsos delegados aplicam golpes e vítimas perdem quase R$ 90 mil em dois casos distintos.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 25/02/2026
Por: Assessoria
Duas ocorrências de estelionato virtual registradas nesta
semana chamam a atenção pelo grau de sofisticação dos criminosos e pelos altos
valores envolvidos. Somados, os prejuízos chegam a aproximadamente R$ 88 mil.
Viúva perde R$ 73 mil após falsa investigação bancária
Uma viúva de 53 anos foi vítima de estelionato por volta do meio-dia de
segunda-feira, após receber uma ligação de uma mulher que se apresentou como
funcionária do Banco do Brasil.
A golpista informou que a conta da vítima teria sido invadida e que o
banco, em conjunto com a polícia, estaria conduzindo uma investigação para
identificar os responsáveis. Em seguida, disse que um suposto delegado entraria
em contato para dar continuidade ao atendimento.
A vítima recebeu então uma videochamada de um número fixo com DDD 51
(Rio Grande do Sul). Durante a chamada, apareceu na tela um homem que se
apresentou como delegado “Rodrigo Oliveira”. A suposta funcionária não abriu a
câmera, sendo exibida apenas a logomarca do banco. O falso delegado ainda
enviou áudios para tranquilizar a vítima e reforçar a suposta investigação.
Convencida de que colaborava com uma operação policial, a mulher foi
orientada a acessar o aplicativo bancário e transferir valores para outra conta
“por segurança”. Também foi induzida a confirmar aumento de limite do cartão e
validar transações sob o argumento de que isso ajudaria a “identificar a
quadrilha”.
Foram registradas compras que somaram R$ 86 mil, além de um TED de R$ 64
mil efetivamente compensado. Outro TED, de R$ 135 mil, foi estornado por falta
de saldo. Em outro banco, ainda foi realizado um PIX de R$ 9,3 mil. Após os
cálculos, o prejuízo final informado pela vítima foi de aproximadamente R$ 73
mil.
Ela afirmou que não forneceu senhas ou dados bancários, mas suspeita que
os criminosos tenham utilizado algum recurso durante a videochamada que
permitiu o acesso às informações.
Idoso é extorquido após receber fotos íntimas
Em outro caso, um homem de 61 anos procurou a delegacia para denunciar
crime de estelionato ocorrido na última terça-feira.
Ele relatou que recebeu, via WhatsApp, fotos de uma mulher nua enviadas
de um número com DDD 51. A pessoa se identificou como “Brenda Gomes” e iniciou
conversa com a vítima. Após ganhar sua confiança, enviou novas imagens íntimas
e, em seguida, encerrou o contato.
Pouco depois, o idoso passou a receber ligações e mensagens de um homem
que se apresentou como delegado “Borba”, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul,
alegando atuar no combate à pornografia infantil. O golpista acusou a vítima de
envolvimento em crime e afirmou já possuir pedido de prisão preventiva contra
ela, enviando inclusive um documento falso.
Sob forte pressão psicológica e ameaças de prisão e exposição pública, o
homem recebeu várias chaves PIX e acabou transferindo cerca de R$ 15 mil.
Posteriormente, os criminosos exigiram mais R$ 7 mil, mas a vítima desconfiou e
procurou um advogado.
Após ouvir o relato, o defensor identificou o golpe e orientou o
registro do boletim de ocorrência. O idoso informou que não possuía o valor em
conta e que precisou pedir dinheiro emprestado a amigos e familiares para
realizar o pagamento.
Alerta das autoridades
Os dois casos reforçam o alerta para golpes envolvendo falsos
funcionários de banco e falsos policiais. Instituições financeiras não
solicitam transferências para “contas seguras”, nem delegados entram em contato
por telefone exigindo pagamento para evitar prisão.
A orientação é nunca realizar transferências sob pressão, não compartilhar
códigos recebidos por SMS e, em caso de suspeita, encerrar o contato e procurar
diretamente a agência bancária ou a delegacia.
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