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Casal é condenado a pagar R$ 20 mil a recepcionista após quebra-quebra em hotel de Paranaíba.

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  • Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
  • 19/05/2026

Por: Assessoria

Uma confusão causada por um erro na reserva de um quarto terminou com uma condenação de R$ 20 mil por danos morais em Paranaíba, na região leste de Mato Grosso do Sul.

A decisão é da juíza Nária Cassiana Silva Barros, da 1ª Vara Cível, que puniu um casal que xingou e atirou objetos contra o recepcionista de um hotel da cidade. Cada um dos acusados terá de pagar R$ 10 mil à vítima, além de arcar com as despesas do processo.

O caso ocorreu na noite de 30 de junho de 2023. De acordo com os documentos do processo, o casal chegou ao hotel e foi informado pelo funcionário de que não havia nenhuma reserva em nome deles no sistema e que o local estava lotado.

O trabalhador contou que tentou buscar alternativas e ajudar os clientes, mas os dois perderam a paciência e partiram para a agressão. No meio da confusão, o homem arrancou o telefone da mão do atendente e jogou em direção a ele.

Logo depois, a mulher começou a pegar os objetos que estavam em cima do balcão e a atirar contra o profissional.

Casal culpou o hotel e alegou apenas ‘insatisfação’

Ao se defender na Justiça, o casal tentou colocar a culpa no próprio hotel, garantindo que tinham feito a reserva com antecedência. Eles afirmaram que a reação explosiva foi apenas uma demonstração de revolta com o erro do estabelecimento e argumentaram que não houve ofensas pessoais e nem motivos para pagamento de indenização.

Essa versão de que foi apenas um “desentendimento comum”, no entanto, não convenceu a Justiça, principalmente por causa do depoimento das testemunhas. Um hóspede que estava perto da recepção confirmou que ouviu os gritos, os xingamentos e o barulho dos objetos sendo jogados contra o funcionário.

O gerente do hotel também testemunhou e afirmou que, assim que chegou ao saguão após o fim da briga, encontrou o recepcionista completamente acuado, assustado e sem condições emocionais de continuar trabalhando.

Câmeras de segurança flagraram o ataque

Outra prova que ajudou no julgamento foram as imagens das câmeras de segurança do hotel. Os vídeos mostraram o momento exato em que o homem avança sobre o balcão, arranca o telefone da mão do atendente e joga contra ele, além de registrar a postura agressiva da mulher.

Na decisão, a juíza deixou claro que erros em reservas ou falhas no serviço de qualquer empresa não dão o direito de o cliente atacar ou humilhar um trabalhador.

“A situação narrada ultrapassa o mero dissabor cotidiano, atingindo a honra e a dignidade”, afirmou a magistrada na sentença.

O episódio trouxe consequências sérias para a vida do funcionário. Depois do ataque, o recepcionista passou a evitar trabalhar no período noturno. Pouco tempo depois, o rapaz pediu demissão do emprego que ocupava havia cinco anos.

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