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PONTE INCLUSIVA: Programa que combate a fome destinou mais de R$ 20 milhões para compra de alimentos da agricultura familiar em MS.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 08/05/2026
Por: Governo MS
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Atuar como uma ponte direta entre quem produz no campo e quem
mais precisa na cidade. Esse é um dos principais objetivos do Programa de
Aquisição de Alimentos (PAA), do Governo Federal, que garante a compra de
produtos da agricultura familiar do Estado e os destina à população em situação
de vulnerabilidade. Desde 2021, Mato Grosso do Sul já executou mais de R$
21,8 milhões em recursos do programa, com a aquisição e doação de mais de 1,5
milhão de quilos de alimentos e mais de 206 mil litros de leite pasteurizado.
Apenas nos primeiros meses de 2026, já foram distribuídos mais de 381 mil
quilos de alimentos, demonstrando a continuidade e a capilaridade da iniciativa.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente,
Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) é um dos pilares
dessa ponte no Estado, em articulação com o Ministério do Desenvolvimento e
Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), responsável pela
coordenação nacional do programa.
O PAA incentiva a produção da agricultura familiar e
amplia o acesso à alimentação para famílias em situação de insegurança
alimentar. A operacionalização ocorre por meio da compra direta dos alimentos,
sem necessidade de licitação, o que garante agilidade e valorização da produção
local. Em Mato Grosso do Sul, a execução é conduzida pelo Governo do Estado,
por meio da Semadesc.
Todo esse universo que envolve o PAA no Estado é
tema do Seminário Estadual do PAA, aberto nesta terça-feira (6), no Bioparque
Pantanal, em Campo Grande. O encontro, promovido pela Semadesc e que segue até
quarta-feira (7), reúne agricultores, gestores públicos, técnicos e demais
envolvidos na execução do programa, com foco na troca de experiências,
alinhamento de ações e aprimoramento dos resultados.
A abertura contou com a presença do secretário da
Semadesc, Artur Falcette; da secretária-executiva de Agricultura Familiar,
Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Bethânia Ledesma de Nadai;
do diretor-presidente da Agraer, Fernando Luiz Nascimento; do secretário de
Estado da Cidadania, José Sarmento; e do representante do MDS, Humberto de
Mello.
Também participam representantes de instituições
como o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Incra, Conab, Funai e
Sebrae, além de lideranças da agricultura familiar, prefeitos e secretários
municipais. Entre eles, a presidente da Coordenação das Comunidades Negras
Rurais Quilombolas de Mato Grosso do Sul (Conerq/MS), Lucinéia de Jesus
Domingos Gabilão.
A proposta é ampliar o impacto do PAA em Mato
Grosso do Sul, consolidando o programa como um elo permanente entre produção
sustentável, desenvolvimento regional e segurança alimentar.
A secretária-executiva de Agricultura Familiar,
Karla Nadai, abriu o evento destacando a importância do programa e o apoio dos
parceiros.
“Esta é uma política pública muito importante,
tanto no combate à insegurança alimentar quanto na distribuição de renda no
campo, o que muito nos orgulha. Por isso, quero agradecer aos produtores e
produtoras, aos servidores, ao MDS e ao Governo Federal, que mantém uma
política como essa, com repasse de recursos e cobrança de resultados. Também
agradeço ao Governo do Estado pela sensibilidade e pelo olhar atento à
agricultura familiar, às comunidades quilombolas, aos povos originários e às
comunidades tradicionais”, afirmou.
Karla ressaltou ainda que o objetivo do seminário é
aproximar produtores, gestores e instituições beneficiadas.
“Que possamos compreender o valor dos alimentos
produzidos e como eles contribuem para a segurança alimentar. Este é um momento
de conexão e aproximação”, pontuou.
A presidente das Comunidades Negras Quilombolas,
Lucinéia Gabilão, destacou a transformação promovida pelo programa nas
comunidades.
“O PAA tem proporcionado uma transformação nas
comunidades tradicionais e quilombolas. Em cada alimento que produzimos,
levamos nossa ancestralidade e nossa cultura. O programa combate a fome, mas
também ensina sobre produção com qualidade e valorização do que é produzido”,
afirmou.
O representante do MDS, Humberto de Mello,
reconheceu os resultados obtidos em Mato Grosso do Sul.
“Nos últimos três anos e meio, alcançamos
resultados expressivos por meio das políticas públicas voltadas aos povos
originários e comunidades tradicionais. Mato Grosso do Sul se tornou um
exemplo, especialmente nas ações de proteção às famílias e aos povos
indígenas”, destacou.
Ele também ressaltou a importância da colaboração
entre os entes federativos.
“Independentemente de questões políticas, é
fundamental que cada ente cumpra seu papel dentro do pacto federativo para que
os resultados cheguem à população”, completou.
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